SINOPSE
Nas colunas da repórter Eliane Brum no site da revista Época, a vida pode ser tudo, menos rasa. A cada segunda-feira, os leitores encontram um olhar sobre o Brasil, sobre o mundo, sobre a vida - a de dentro e a de fora. Eliane pode escrever sobre a Amazônia profunda, como alguém que cobre a floresta desde os anos 90; ou pode provocar pais e filhos, com uma observação aguda das relações familiares marcadas pelo consumo; ou pode refletir sobre a ditadura da felicidade, que tanta infelicidade nos causa. O que não muda são a profundidade e a seriedade com que ela trata cada tema. O que não é surpresa é seu enorme talento para enxergar muito além do óbvio. Essa combinação transformou sua coluna de opinião em um fenômeno de audiência. Este livro reúne seus melhores textos e dá ao leitor uma fotografia do nosso tempo, visto pelo olhar de uma repórter que observa as ruas do mundo disposta a ver. E que escreve para desacomodar o olhar de quem a lê.
SOBRE O AUTOR
Eliane Brum é uma das mais premiadas jornalistas brasileiras. Ganhou quase 40 prêmios de reportagem, como Esso, Vladimir Herzog, Ayrton Senna e Sociedade Interamericana de Imprensa. Gaúcha de Ijuí, nasceu em 1966. Iniciou sua trajetória como repórter no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, em 1988. Desde 2000, é repórter especial da revista Época, em São Paulo. Este é seu terceiro livro.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Último livro de 2015... GAROTA EXEMPLAR
Último livro de 2015... e uma super dica para quer um livro eletrizante em que você muda de opinião o tempo inteiro sobre os personagens e sobre quem é mocinho e vilão.
A obra ganhou notoriedade ao anotar no currículo a proeza de desbancar Cinquenta Tons de Cinza do primeiro lugar dos mais vendidos do site da Amazon e entrar para o topo da lista de bestsellers do New York Times.
SEGUE A SINOPSE... A história gira em torno de Nick e Amy Dunne, que vivem na cidade de Nova York. O casal aparenta uma relação tranquila, despreocupada, que não exige grande esforços e adoram se destacar dos demais casais comuns, porém, tudo muda quando Nick, um jornalista cultural, devido à crise que atinge a profissão, é demitido da revista em que trabalha. Amy, por sua vez, que é psicóloga e escrevia para uma publicação feminina, também perde o emprego. Amy é uma garota rica e filha única de um casal de escritores conhecidos no país todo por suas obras infantis “Amy Exemplar”, que foi, é claro, inspirado na filha. Amy poderia viver tranquilamente com Nick por um longo período, por causa do império que seus pais construíram, entretanto, seus pais acabaram gastando quase todas as economias para saldar dívidas e, a mãe de Nick, que vive numa cidade no interior de Missouri, está com câncer e precisa de ajuda, dessa forma, todos esses problemas afetam emocionalmente o casal, que se entrega ao marasmo e a uma vida distante da idealizada. Insatisfeita com o relacionamento e vivendo um rítmo diferente do que ela vivia em Nova York, Amy faz de tudo para agradar ao marido, aos vizinhos, à família do marido e aos próprios pais, assim sendo, decide preparar uma surpresa para o marido no aniversário de cinco anos do casamento. Porém, ao chegar em casa, Nick não encontra a esposa e a sala está revirada, o ferro de passar roupas ligado, as portas abertas, Amy desapareceu! O caso vai parar em todas as redes e Nick passa a ser odiado em rede nacional, à medida que a polícia vai desvendando segredos e chegando perto da verdade. Pressionado pela polícia, pela opinião pública e também pelos pais de Amy, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados e, muito embora, continuasse alegando inocência, Nick parece cada dia mais culpado. Mas seria ele um assassino? Com a irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: Se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele? De fato, Nick parece totalmente culpado, mas, para surpresa do leitor, no meio do livro, tudo vira do avesso e a história toma um rumo completamente diferente e à medida que as investigações se desenrolam, fica claro que dizer a verdade não é o forte do casal, e ninguém é o que parece ser, em especial Amy e Nick! A obra é organizada em capítulos intercalados com Amy e Nick como narradores. O primeiro a expressar seu ponto de vista é Nick — enfadado com o casamento e infeliz pela situação de abandonar a cidade grande e perder o emprego. No capítulo seguinte, a voz passa para Amy e suas memórias em um diário, retratando como foi conhecer Nick e como nasceu o romance entre eles. O fato é que enquanto Amy relata o início feliz, Nick mostra uma relação fria no presente. O amor de Amy vai amadurecendo, enquanto Nick, após perder a esposa, revive o passado na mente e renova seus sentimentos. Isso cria um panorama: um lado crescente e o outro decrescente, que se encontram para caminharem juntos ou separados? Quando o leitor pensa que está indo num caminho óbvio, a autora introduz uma reviravolta que o leva a repensar tudo o que leu anteriormente para tentar descobrir quem é o vilão e quem é o mocinho, já que ambos são mentirosos e cheios de segredos. Com isso, a autora garante o rítmo da obra, semeando a dúvida sobre os perigos de viver e dormir com alguém que pensamos conhecer mais do que poderíamos imaginar, mas, de repente, sem nos darmos conta, essa mesma pessoa que achávamos que também nos conhecia tão bem, pode se tornar nosso pior inimigo! “Querido marido, é agora que aproveito o momento para dizer que o conheço melhor do que você jamais poderia imaginar. Sei que algumas vezes você acha que desliza por este mundo sozinho, sem ser visto, sem ser percebido. Mas não acredite nisso nem por um segundo. Eu analisei você. Sei o que vai fazer antes que faça.” Garota Exemplar - Gillian Flynn Tradutor: Alexandre Martins Editora: Intrínseca Preço: De R$ 29,90 até R$ 39,90 #Garotaexemplar #GillianFlynn #Intrínseca
SEGUE A SINOPSE... A história gira em torno de Nick e Amy Dunne, que vivem na cidade de Nova York. O casal aparenta uma relação tranquila, despreocupada, que não exige grande esforços e adoram se destacar dos demais casais comuns, porém, tudo muda quando Nick, um jornalista cultural, devido à crise que atinge a profissão, é demitido da revista em que trabalha. Amy, por sua vez, que é psicóloga e escrevia para uma publicação feminina, também perde o emprego. Amy é uma garota rica e filha única de um casal de escritores conhecidos no país todo por suas obras infantis “Amy Exemplar”, que foi, é claro, inspirado na filha. Amy poderia viver tranquilamente com Nick por um longo período, por causa do império que seus pais construíram, entretanto, seus pais acabaram gastando quase todas as economias para saldar dívidas e, a mãe de Nick, que vive numa cidade no interior de Missouri, está com câncer e precisa de ajuda, dessa forma, todos esses problemas afetam emocionalmente o casal, que se entrega ao marasmo e a uma vida distante da idealizada. Insatisfeita com o relacionamento e vivendo um rítmo diferente do que ela vivia em Nova York, Amy faz de tudo para agradar ao marido, aos vizinhos, à família do marido e aos próprios pais, assim sendo, decide preparar uma surpresa para o marido no aniversário de cinco anos do casamento. Porém, ao chegar em casa, Nick não encontra a esposa e a sala está revirada, o ferro de passar roupas ligado, as portas abertas, Amy desapareceu! O caso vai parar em todas as redes e Nick passa a ser odiado em rede nacional, à medida que a polícia vai desvendando segredos e chegando perto da verdade. Pressionado pela polícia, pela opinião pública e também pelos pais de Amy, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados e, muito embora, continuasse alegando inocência, Nick parece cada dia mais culpado. Mas seria ele um assassino? Com a irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: Se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele? De fato, Nick parece totalmente culpado, mas, para surpresa do leitor, no meio do livro, tudo vira do avesso e a história toma um rumo completamente diferente e à medida que as investigações se desenrolam, fica claro que dizer a verdade não é o forte do casal, e ninguém é o que parece ser, em especial Amy e Nick! A obra é organizada em capítulos intercalados com Amy e Nick como narradores. O primeiro a expressar seu ponto de vista é Nick — enfadado com o casamento e infeliz pela situação de abandonar a cidade grande e perder o emprego. No capítulo seguinte, a voz passa para Amy e suas memórias em um diário, retratando como foi conhecer Nick e como nasceu o romance entre eles. O fato é que enquanto Amy relata o início feliz, Nick mostra uma relação fria no presente. O amor de Amy vai amadurecendo, enquanto Nick, após perder a esposa, revive o passado na mente e renova seus sentimentos. Isso cria um panorama: um lado crescente e o outro decrescente, que se encontram para caminharem juntos ou separados? Quando o leitor pensa que está indo num caminho óbvio, a autora introduz uma reviravolta que o leva a repensar tudo o que leu anteriormente para tentar descobrir quem é o vilão e quem é o mocinho, já que ambos são mentirosos e cheios de segredos. Com isso, a autora garante o rítmo da obra, semeando a dúvida sobre os perigos de viver e dormir com alguém que pensamos conhecer mais do que poderíamos imaginar, mas, de repente, sem nos darmos conta, essa mesma pessoa que achávamos que também nos conhecia tão bem, pode se tornar nosso pior inimigo! “Querido marido, é agora que aproveito o momento para dizer que o conheço melhor do que você jamais poderia imaginar. Sei que algumas vezes você acha que desliza por este mundo sozinho, sem ser visto, sem ser percebido. Mas não acredite nisso nem por um segundo. Eu analisei você. Sei o que vai fazer antes que faça.” Garota Exemplar - Gillian Flynn Tradutor: Alexandre Martins Editora: Intrínseca Preço: De R$ 29,90 até R$ 39,90 #Garotaexemplar #GillianFlynn #Intrínseca
TODAS AS VIDAS AQUI
Meu coração bate acelerado quando o vejo ali, bem na minha frente, me
fazendo café da manhã, tão meu, tão disponível, eu sou tão dele e tão cheia
dele também.
O que eu vejo são cores, não cores comuns, essas que já existem, cores
novas, de dias novos, dias felizes, dias completos, mas como aguentar?
Quando o que me resta são o medo e as cicatrizes que me mostram que meu
passado foi real.
Como posso amar quando isso me bloqueia?
Creio hoje que toda pessoa que passa na nossa vida realmente tem um
papel, e isso Será um eterno aprendizado, bom ou ruim, mas será. Tudo que
passamos tivemos que passar, jamais seria de outra forma, jamais as coisas
seriam apenas como nós queríamos ou como desejamos, as cicatrizes estão lá e não
deixam esse aprendizado morrer, não nos deixa esquecer o que realmente importa
depois que elas apareceram.
Mas ao vê-lo aqui, com esse sorriso, me lembro da noite passada e de
todas as últimas noites que passamos, minha dúvida some de alguma forma, me vêm
planos de repente. Quero dar mais um passo. Quero você perto, perto demais.
As cicatrizes mostram minha morte antes de você aparecer, talvez até
esperando por você, sem esperança, sem visão para o que seria o futuro. Mas
acho que te amei em todas as minhas vidas e amarei em todas que virão. Amarei-te
de todas as maneiras.
O tempo não para, e nesse tempo não o deixarei ir embora, cada olhar,
cada toque, cada momento, pequeno ou de glória, não deixarei escapar, não serei
eu mesma, serei uma protetora desse amor. Porque eu estou querendo sempre dar
um passo adiante. Chegar sempre mais perto de você.
Mas no fundo eu achava que acharia alguém assim como você, e acho que o tempo que eu me dei trouxe você pra mim, você é leve, me faz rir, não me deixa superficial, tudo em você é profundo, misterioso e apaixonante. Sempre tem algo a mais para observar, para entender. Mas o tempo todo eu acreditei que te encontraria.
Já senti o que sinto aqui, esse sentimento, essa vontade, mas agora a diferença
é que sei que é recíproco e real, é pra sempre e é de verdade. Você é a única coisa
na minha cabeça, nos meus pensamentos e sentimentos, cada um deles.
Sinto-me bem, com esperanças.
Seu movimento pela cozinha é simplesmente lindo de ver, mexendo nas
panelas, na pia, indo até a mesa, para preparar o meu café da manhã, sem
cobranças, sem reclamações, já são dez da manhã e ele não se importa se ainda
não pensei no dia de hoje, a prioridade dele é me fazer bem, o que vem depois
só ao momento importa. Levanto-me vou até ele lhe dou um beijo e sei que ali
está minha vida a partir de agora.
É domingo, um dia lindo, mas de chuva, ficamos aqui, sem planos pra
hoje, mas com mil planos para o futuro. Saber que ele existe, saber que nossos
dias existem e se repetirão me faz ser viva, de alguma forma me abre o mundo.
A noite passada ele me perguntou se eu estava feliz com ele, se tudo
aquilo que tínhamos iria ser o suficiente quando a rotina entrasse sem pedir em
nossas vidas, eu respondi que sim com rapidez, não há dúvidas nisso, não penso
mais na minha vida sem a dele.
Ele se senta a mesa com duas xícaras na mão, me entrega uma, e pergunta
o que eu tenho, eu estou parada, perplexa o observando e vagando por meus
pensamentos, vagando nele. Uma mordida na torrada e beijo, e gole de café e um
beijo, mais um beijo e felicidade por toda a vida.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
O amor acontece quando desistimos de ser perfeitos...
Mergulhe de cabeça numa obra que mostra que é possível sair ileso de tudo, menos do amor. Você escolhe a ordem em que vai ler as crônicas do jovem escritor que tem 21 obras publicadas e é sucesso de vendas em Portugal.
“Prometo Falhar” é um livro que fala de amor. O amor dos amantes, o amor dos amigos, o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe, pelo pai, o amor que abala, que toca, que arrebata, que emociona, que descobre e encobre, que fere e cura, que prende e liberta. Em crônicas desconcertantes, Pedro convida o leitor a revisitar suas próprias impressões sobre os relacionamentos humanos. A linguagem fluida, livre, sem amarras, faz querer ler tudo de uma vez e depois ligar para o autor para terminar a conversa . Medo, frustração, inveja, ciúme e todos os sentimentos que nos ensinaram a sufocar são expostos sem pudores.
Mergulhe de cabeça numa obra que mostra que é possível sair ileso de tudo, menos do amor. Você escolhe a ordem em que vai ler as crônicas do jovem escritor que tem 21 obras publicadas e é sucesso de vendas em Portugal.
“Prometo Falhar” é um livro que fala de amor. O amor dos amantes, o amor dos amigos, o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe, pelo pai, o amor que abala, que toca, que arrebata, que emociona, que descobre e encobre, que fere e cura, que prende e liberta. Em crônicas desconcertantes, Pedro convida o leitor a revisitar suas próprias impressões sobre os relacionamentos humanos. A linguagem fluida, livre, sem amarras, faz querer ler tudo de uma vez e depois ligar para o autor para terminar a conversa . Medo, frustração, inveja, ciúme e todos os sentimentos que nos ensinaram a sufocar são expostos sem pudores.
Diakova
Até que ponto devemos nos anular pelo ser amado???
Alfred Hitchcock mais uma vez nos deixa de boca aberta e olhos fixos na tela.
Rebecca é um excelente filme, como todos desse mestre do suspense, indecifrável até quase o final da trama, não sabemos bem quem é a própria Rebecca, nem seu marido, que esconde muitos segredos, nem a governanta que parece ter um amor inabalável por Rebecca. O filme nos faz refletir sobre o certo e o errado para nós e para a sociedade e até que ponto o amor pode ir.
Sinopse
O filme começa com uma narração de uma mulher falando as primeiras linhas do romance: "A noite passada sonhei que voltava à Manderley novamente". Enquanto são mostradas imagens de uma mansão em ruínas, ela continua dizendo que nunca poderá retornar à Manderley, pois esta já não existe mais, exceto como uma ruína.
Joan Fontaine interpreta uma jovem - cujo nome nunca é revelado no decorrer do filme - que trabalha como dama-de-companhia para a esnobe dama da alta sociedade Edythe Van Hopper (Florence Bates). Em Monte Carlo, a jovem conhece o aristocrata viúvo Maximilian "Maxim" de Winter (Laurence Olivier), e eles se apaixonam. Dentro de semanas, decidem se casar.
Maxim leva sua nova esposa para Manderley, sua casa de campo em Cornwall, Inglaterra. No entanto, a jovem começa a se sentir uma estranha dentro da velha mansão, pois há relutância principalmente por parte da governanta, a Sra. Danvers (Judith Anderson), em aceitar a jovem como a nova dona da casa. A governanta ainda vive obcecada com a beleza e sofisticação de Rebecca, a falecida primeira esposa de Maxim, e preserva o antigo quarto desta como um santuário. O primo de Rebecca, Jack Favell (George Sanders) - que na verdade era um de seus amantes -, ocasionalmente aparece na casa quando Maxim está ausente, e conhece a Sra. Danvers muito bem, chamando-a intimamente (da mesma forma como Rebecca a chamava), pelo nome "Danny".
A nova Sra. de Winter se sente intimidada pela Sra. Danvers e pela responsabilidade de ser a nova castelã de Manderley. Como resultado, ela começa a duvidar de seu relacionamento com o marido. E a presença contínua de Rebecca na casa começa a assombrá-la. Tudo isso acaba virando uma espécie de tortura psicológica para a jovem.
Mas o filme dá uma reviravolta, e quando a jovem começa a descobrir segredos surpreendentes a respeito do passado de Rebecca, bem como o fato de o seu marido nunca ter amado Rebecca, e sim odiado-a.
Diakova
Alfred Hitchcock mais uma vez nos deixa de boca aberta e olhos fixos na tela.
Rebecca é um excelente filme, como todos desse mestre do suspense, indecifrável até quase o final da trama, não sabemos bem quem é a própria Rebecca, nem seu marido, que esconde muitos segredos, nem a governanta que parece ter um amor inabalável por Rebecca. O filme nos faz refletir sobre o certo e o errado para nós e para a sociedade e até que ponto o amor pode ir.
Sinopse
O filme começa com uma narração de uma mulher falando as primeiras linhas do romance: "A noite passada sonhei que voltava à Manderley novamente". Enquanto são mostradas imagens de uma mansão em ruínas, ela continua dizendo que nunca poderá retornar à Manderley, pois esta já não existe mais, exceto como uma ruína.
Joan Fontaine interpreta uma jovem - cujo nome nunca é revelado no decorrer do filme - que trabalha como dama-de-companhia para a esnobe dama da alta sociedade Edythe Van Hopper (Florence Bates). Em Monte Carlo, a jovem conhece o aristocrata viúvo Maximilian "Maxim" de Winter (Laurence Olivier), e eles se apaixonam. Dentro de semanas, decidem se casar.
Maxim leva sua nova esposa para Manderley, sua casa de campo em Cornwall, Inglaterra. No entanto, a jovem começa a se sentir uma estranha dentro da velha mansão, pois há relutância principalmente por parte da governanta, a Sra. Danvers (Judith Anderson), em aceitar a jovem como a nova dona da casa. A governanta ainda vive obcecada com a beleza e sofisticação de Rebecca, a falecida primeira esposa de Maxim, e preserva o antigo quarto desta como um santuário. O primo de Rebecca, Jack Favell (George Sanders) - que na verdade era um de seus amantes -, ocasionalmente aparece na casa quando Maxim está ausente, e conhece a Sra. Danvers muito bem, chamando-a intimamente (da mesma forma como Rebecca a chamava), pelo nome "Danny".
A nova Sra. de Winter se sente intimidada pela Sra. Danvers e pela responsabilidade de ser a nova castelã de Manderley. Como resultado, ela começa a duvidar de seu relacionamento com o marido. E a presença contínua de Rebecca na casa começa a assombrá-la. Tudo isso acaba virando uma espécie de tortura psicológica para a jovem.
Mas o filme dá uma reviravolta, e quando a jovem começa a descobrir segredos surpreendentes a respeito do passado de Rebecca, bem como o fato de o seu marido nunca ter amado Rebecca, e sim odiado-a.
Diakova
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
O mundo que eu tive
Eu sempre atendia ao telefone,
nunca deixava tocar, nunca mesmo. Mas ontem eu estava pra baixo, cansada, dormi
mal, e não queria levantar de jeito nenhum, o telefone insistia. O dia lá fora
estava lindo, em frente ao meu prédio havia uma pracinha, algumas árvores que
acomodavam a moradia de alguns pássaros, que cantavam sempre cedinho, as árvores
balançavam muito e o barulho das flores se enroscando me fazia sentir que havia
vida lá fora, o sol já quente, mas não dava calor porque aqui venta bastante,
mas um vento agradável, frio, mas que deixa você sair de casa com roupas leves,
nessa época as folhas das árvores estavam amarelas queimadas, algumas mais
marrons que outras, uma segunda chamada começou, o telefone gritava, berrava
pra que eu me levantasse da cama deixando de pensar nessas pequenas sensações
tão boas. Depois de um tempo, um bom tempo, me levantei, quando cheguei perto
do aparelho, que tocava outra vez, ele parou, não havia motivo especial para
minha indisposição, eu só estava pensando em mim e no quanto eu merecia uma preguicinha, tudo bem que uma noite mal dormida acaba com seu dia, mas era terça-feira
e eu iria ficar em casa, porque estava de folga do jornal. Que satisfação,
ficar em casa quando todos trabalham, pegam metro, correm em seus ternos e
saltos, de um lado para o outro, saem e entram em carros e táxis, e eu aqui,
agora com meu café, meu jornal.
Não me importei em ver as
chamadas, se fosse urgente tentariam no celular, se fosse o Will me ligaria
direto ou mandaria uma mensagem. Olhei no relógio da cozinha, 1oh da manhã, já?
Sim, já está bem tarde e significa que eu não posso mais ir correr, o que me
resta é preparar algo para o almoço, nas minhas folgas o Will sempre vem pra
cá. Olhei no relógio 14h e nada do Will, nada de mensagem, telefonema, nem me
atende, nada. Fui até a secretaria eletrônica e tinha duas mensagens, não
lembrava que estava no silencioso, apertei o botão para ouvir, era o número do Will,
“oi, bom dia dorminhoca...” eu sorri quase abraçando a secretária. “to saindo
de casa agora, atrasado, e queria te dar um bom dia, primeiro que qualquer
pessoa, te amo e ...” nada. Nada. A ligação foi interrompida por um barulho
horrível, como se fosse de caminhão, ou um carro bem grande, não sei, e depois
silencio.
Fiquei apavorada, na hora tentei
ligar novamente pra ele, mas não atendia, tentei em casa, depois de muitas
chamadas a mãe dele atendeu, uma voz chorosa me perguntava como eu estava, eu
não entendi nada, e ela percebeu que eu não sabia ainda, me perguntou se eu havia
ouvido o recado, claro que não, eu estava no meu mundo, pensando só em mim, com
a secretária no silencioso, mas não respondi nada, só disse que não, e ela me
falou que hoje bem cedo ao sair de casa, ainda na rua em que ele morava, Will
foi atingido por um carro, atropelado, logo quando descia a calçada do prédio
dele, ela disse que viram ele ao celular mas que parecia calmo, e me perguntou
se ele falava comigo, eu não consegui responder, soltei o telefone e fui pra
minha cama, de onde eu nunca deveria ter saído, o lugar onde eu tinha até pouco
tempo uma realidade bem melhor, com ele, mesmo longe, mas com ele comigo,
juntos, pra sempre.
Agora eu voltava com a cabeça
pesando mil quilos e o coração em pedaços. Olhando as roupas dele que estavam
penduradas no cabide da parede ao lado da cama, a xícara de café que ele sempre
deixava no criado mudo, os óculos de sol que ele havia esquecido, parecia que
não era verdade, tudo aqui fazia parte da minha vida com ele, tudo aqui era eu
e ele.
Acordei mais uma vez com o
telefone tocando, num sobressalto atendi, no segundo toque já estava com o
telefone na mão, era a mãe dele perguntando como eu estava, em cacos claro e
querendo morrer, mas só respondi que estava indo, não queria que ela se
sentisse pior, ela disse que estava preocupada comigo, porque eu a deixei
falando sozinha ontem, ela tentou me ligar mas o telefone estava mudo. Eu
adormeci ontem depois de muito choro, peguei direto, só me levantei pra tomar
um remédio pra dor de cabeça e voltei a deitar, apaguei. Ela me perguntou se eu
havia entendido tudo, e porque eu não tinha ido até lá ainda para vê-lo, o
corpo já havia chegado, o corpo. Não era mais o meu Will, era o “corpo” dele
que havia chegado para que nos despedisse, eu mais uma vez comecei a chorar e
não consegui responder.
Agora estou aqui, me arrumando
pra “vê-lo”, tenho que ir, se é como dizem, tenho que prestar essa última homenagem
a ele, eu tenho que dizer mesmo que seja ao vento, que o amo e sempre o amarei,
e que me perdoe também, por não ter atendido, se bem que eu estaria bem pior se
tivesse com ele ao telefone na hora, certamente eu teria saído correndo até
encontrá-lo e meu estado estaria bem pior agora, não percebi a roupa que
coloquei, também não comi nada hoje ainda, são 9h da manhã, 3 anos e 2 meses depois
do dia em que encontrei o homem da minha vida, e agora estou indo enterrá-lo,
estou indo me despedir.
Olhando em volta, sinto como se
me despedisse da casa também, passando a mão pelos móveis, pelos objetos, pelas
coisas dele, minhas, nossas, estou olhando como se fosse a última ou a primeira
vez que vejo tudo aqui, essa casa era minha e dele, tudo aqui foi escolhido pra
durar a vida toda, nossa vida toda, enquanto eu ando pela sala ele aparece em
cada canto, rindo, derrubando algo, me olhando com cara de desculpas, vestindo
a camisa, tirando, é muito real, mas sei que ele não está aqui e nunca mais
estará, só nos meus pensamentos e talvez nos sonhos, peguei minha bolsa, minhas
chaves e na porta da frente dou uma ultima olhada para trás, ao sair só terei
uma certeza, de que não sei o que vou encontrar quando voltar, não sei se
continuarei a viver aqui, assim, sem ele, nesse vazio, na minha vida agora
vazia, o que eu sei é que não sou o suficiente pra mim.
Diakova
domingo, 27 de dezembro de 2015
Sempre que eu parava pra ler me imaginava na história.
Tudo que acontecera ali dentro daquele livro era comigo, era capaz de ler horas a fio, sem me preocupar com o que tinha de fazer depois.
Por um bom tempo me tiraram esse prazer, de forma assassina e cruel, mas devagar, sem que eu percebesse. Os livros se tornaram cada vez mais distantes, mais ilegíveis, a paz rara, o barulho insuportável dos dias, já não me deixava mais fazer parte de nenhuma das histórias que eu lia.
Junto a isso, ninguém me ouvia, ninguém me via, eu não estava ali, me sentia sufocada por não me enxergarem, era tanta liberdade que me aprisionava em pensamentos de não querer mais estar ali. Era domada, podada todos os dias, sem reclamar, pois o medo me deixava muda.
Que papel eu tinha? Comecei a me perguntar.
Qual era o sentido da minha vida ali?.
Foram me matando, retirando partes de mim. O sorriso não, mas o brilho sim. A liberdade não, mas a voz sim. A vontade não, mas a felicidade sim.
Hoje, das partes que sobraram de mim, há uma vida ainda sem sentido, mas ainda tenho vida, e sei que a vida em si não tem um sentido próprio, nós é que temos que sentir cada momento dia após dia, minuto após minuto e criar seu sentido, dar um motivo pra seguir, motivo próprio, seu, independente.
Nascemos só e morreremos só. Mas podemos entre o nascer e o morrer, viver, contemplar e compartilhar uma vida de amor.
Ser ouvida? Hoje sou. Sou amada, sou solicitada, sou cuidada.
Se voltei a ler? Sim, sou uma leitora voraz. Leio, viajo, devaneio, sigo dentro dos livros, vivendo a história deles na minha.
Vivo hoje, viva.
Tudo que acontecera ali dentro daquele livro era comigo, era capaz de ler horas a fio, sem me preocupar com o que tinha de fazer depois.
Por um bom tempo me tiraram esse prazer, de forma assassina e cruel, mas devagar, sem que eu percebesse. Os livros se tornaram cada vez mais distantes, mais ilegíveis, a paz rara, o barulho insuportável dos dias, já não me deixava mais fazer parte de nenhuma das histórias que eu lia.
Junto a isso, ninguém me ouvia, ninguém me via, eu não estava ali, me sentia sufocada por não me enxergarem, era tanta liberdade que me aprisionava em pensamentos de não querer mais estar ali. Era domada, podada todos os dias, sem reclamar, pois o medo me deixava muda.
Que papel eu tinha? Comecei a me perguntar.
Qual era o sentido da minha vida ali?.
Foram me matando, retirando partes de mim. O sorriso não, mas o brilho sim. A liberdade não, mas a voz sim. A vontade não, mas a felicidade sim.
Hoje, das partes que sobraram de mim, há uma vida ainda sem sentido, mas ainda tenho vida, e sei que a vida em si não tem um sentido próprio, nós é que temos que sentir cada momento dia após dia, minuto após minuto e criar seu sentido, dar um motivo pra seguir, motivo próprio, seu, independente.
Nascemos só e morreremos só. Mas podemos entre o nascer e o morrer, viver, contemplar e compartilhar uma vida de amor.
Ser ouvida? Hoje sou. Sou amada, sou solicitada, sou cuidada.
Se voltei a ler? Sim, sou uma leitora voraz. Leio, viajo, devaneio, sigo dentro dos livros, vivendo a história deles na minha.
Vivo hoje, viva.
Super dica de filme..
Como fã recente e muito apaixonada, afirmo que a cada filme do mestre do suspense Alfred Hitchcock fico mais encantada e aprendo as artimanhas do ser humano, sob sua visão vemos diversas faces que são necessárias para que possamos viver e sobreviver.
E o quanto devemos ter cuidado com o que acreditamos e como interpretamos o que nos é passado.
SEGUE A SINOPSE
Dois jovens brilhantes, Brandon (John Dall) e Phillip (Farley Granger), matam David (Dick Hogan), um colega de escola, apenas para provar a si mesmos que podem cometer o crime perfeito. Para desafiar os amigos e a família, resolvem convidá-los para uma reunião no apartamento deles, e servem a comida em cima de um baú onde está escondido o corpo da vítima.
Rope foi o primeiro filme colorido do diretor Alfred Hitchcock. Foi todo realizado em tomadas contínuas de quatro a dez minutos (plano-sequência), tendo apenas oito cortes, e foi editado de tal forma que se tem a impressão que não houve cortes durante as filmagens.2
O filme esteve inacessível ao público por muitos anos, pois Hitchcock havia recomprado os seus direitos, juntamente com os direitos de Rear Window (br: Janela Indiscreta), The Man Who Knew Too Much (br e pt: O Homem que Sabia Demais), Vertigo (br: Um Corpo que Cai; pt: A Mulher que Viveu Duas Vezes) e The Trouble with Harry (br e pt: O Terceiro Tiro), para deixá-los de legado a sua filha.
Esses cinco filmes ficaram conhecidos como "os cinco filmes perdidos de Hitchcock", e só foram relançados em 1984, por volta de quarenta anos após o seu primeiro lançamento.
Este filme estava para ser lançado em Portugal em 1950, dois anos depois da sua estreia, mas a Inspecção dos Espectáculos, entidade censória dos espectáculos do regime fascista do Estado Novo, proibiu de imediato a sua exibição, alegando o facto do filme ser demasiado macabro, o que era demasiado inconveniente para o Estado Novo. Mas o Cinema Tivoli realizou uma revogação da proibição, que foi aceite, devido ao sucesso que outros filmes de Hitchcock atingiram em Portugal. O filme estreou oficialmente em 1963, nesse cinema, no dia 18 de Março. Depois do seu restauro, em 1975, os portugueses puderam ver este filme pela primeira vez na RTP.
Como fã recente e muito apaixonada, afirmo que a cada filme do mestre do suspense Alfred Hitchcock fico mais encantada e aprendo as artimanhas do ser humano, sob sua visão vemos diversas faces que são necessárias para que possamos viver e sobreviver.
E o quanto devemos ter cuidado com o que acreditamos e como interpretamos o que nos é passado.
SEGUE A SINOPSE
Dois jovens brilhantes, Brandon (John Dall) e Phillip (Farley Granger), matam David (Dick Hogan), um colega de escola, apenas para provar a si mesmos que podem cometer o crime perfeito. Para desafiar os amigos e a família, resolvem convidá-los para uma reunião no apartamento deles, e servem a comida em cima de um baú onde está escondido o corpo da vítima.
Rope foi o primeiro filme colorido do diretor Alfred Hitchcock. Foi todo realizado em tomadas contínuas de quatro a dez minutos (plano-sequência), tendo apenas oito cortes, e foi editado de tal forma que se tem a impressão que não houve cortes durante as filmagens.2
O filme esteve inacessível ao público por muitos anos, pois Hitchcock havia recomprado os seus direitos, juntamente com os direitos de Rear Window (br: Janela Indiscreta), The Man Who Knew Too Much (br e pt: O Homem que Sabia Demais), Vertigo (br: Um Corpo que Cai; pt: A Mulher que Viveu Duas Vezes) e The Trouble with Harry (br e pt: O Terceiro Tiro), para deixá-los de legado a sua filha.
Esses cinco filmes ficaram conhecidos como "os cinco filmes perdidos de Hitchcock", e só foram relançados em 1984, por volta de quarenta anos após o seu primeiro lançamento.
Este filme estava para ser lançado em Portugal em 1950, dois anos depois da sua estreia, mas a Inspecção dos Espectáculos, entidade censória dos espectáculos do regime fascista do Estado Novo, proibiu de imediato a sua exibição, alegando o facto do filme ser demasiado macabro, o que era demasiado inconveniente para o Estado Novo. Mas o Cinema Tivoli realizou uma revogação da proibição, que foi aceite, devido ao sucesso que outros filmes de Hitchcock atingiram em Portugal. O filme estreou oficialmente em 1963, nesse cinema, no dia 18 de Março. Depois do seu restauro, em 1975, os portugueses puderam ver este filme pela primeira vez na RTP.
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